Toda agência que começa a vender sites, landing pages e sistemas chega ao mesmo ponto: quem vai desenvolver isso? As opções mais comuns são três. Contratar um freelancer por projeto, colocar um desenvolvedor no time em regime CLT ou trabalhar com um parceiro técnico especializado.
A decisão costuma ser tomada olhando só para o preço da hora ou do salário. E é aí que mora o erro. O valor que aparece na proposta raramente é o custo que a agência paga no fim do mês.
O desenvolvimento mais barato é aquele que não volta com problema, não atrasa e não fica parado esperando demanda.
Neste artigo, comparamos as três opções pelo custo real, aquele que inclui risco, ociosidade e retrabalho, para ajudar a sua agência a escolher o modelo certo para o momento em que ela está.
O custo que aparece e o custo que não aparece
Na hora de comparar, a agência geralmente coloca lado a lado o valor do projeto do freelancer, o salário do desenvolvedor e o orçamento do parceiro. Essa conta deixa de fora quatro custos que pesam muito mais do que parecem:
- Ociosidade. Horas pagas sem projeto para executar.
- Retrabalho. Tempo e desgaste com correções que não deveriam existir.
- Risco de continuidade. O que acontece com o projeto se a pessoa sumir, adoecer ou pedir demissão.
- Gestão. As horas que alguém da agência gasta cobrando, revisando e coordenando o trabalho técnico.
Nenhum desses custos aparece em uma proposta. Todos aparecem no caixa e no relacionamento com o cliente.
Freelancer: flexível, mas com risco concentrado
O freelancer é o caminho mais rápido para começar. Não há custo fixo, a agência paga só quando tem projeto e, muitas vezes, o preço é o mais baixo das três opções.
O problema é que todo o projeto depende de uma única pessoa. Se ela ficar doente, pegar outro trabalho mais urgente ou simplesmente parar de responder, o cronograma para junto. E quem explica o atraso ao cliente é a agência.
Outros custos escondidos aparecem com o tempo:
- Sem revisão de código. Ninguém confere o trabalho antes de ele chegar à agência, o que aumenta o retrabalho.
- Disponibilidade variável. O freelancer atende vários clientes e a prioridade da sua agência muda conforme a agenda dele.
- Conhecimento que vai embora. Quando a parceria acaba, a documentação e os acessos do projeto muitas vezes vão junto.
- Gestão por conta da agência. Cobrar prazo, revisar entregas e organizar o feedback vira trabalho do seu time.
O freelancer pode funcionar bem para demandas pontuais e de baixo risco. Para projetos que sustentam a reputação da agência, o risco concentrado costuma sair caro.
Desenvolvedor CLT: controle total, custo fixo total
Ter um desenvolvedor no time dá à agência controle sobre prioridades, proximidade com o time de criação e alguém que conhece a fundo os projetos da casa. Para muitas agências, parece o caminho natural de quem está crescendo.
O que pesa é que o custo vai muito além do salário. Encargos, benefícios, férias, décimo terceiro, equipamento, ferramentas e o tempo de recrutamento entram na conta. E esse custo existe todos os meses, com ou sem projeto vendido.
O maior risco do CLT não é o salário. É a hora paga sem projeto para executar. Em mês de demanda baixa, a agência continua pagando a capacidade inteira. Em mês de pico, um único desenvolvedor vira gargalo.
Há ainda a questão das competências. Um desenvolvedor cobre bem a sua especialidade, mas dificilmente domina ao mesmo tempo WordPress, sistemas sob medida, integrações, infraestrutura e performance. Quando o cliente pede algo fora dessa área, a agência volta à estaca zero.
O modelo CLT faz sentido quando o volume de projetos é alto, constante e concentrado em um mesmo tipo de tecnologia. Fora disso, o custo fixo tende a corroer a margem.
Parceiro técnico white label: um time inteiro, pago por projeto
O parceiro técnico combina o melhor dos dois modelos anteriores. Como o freelancer, ele é contratado por projeto, sem custo fixo mensal. Como um time interno, ele traz processo, revisão de código, gestão de projeto e mais de uma pessoa por trás de cada entrega.
No modelo white label, o parceiro trabalha nos bastidores. A agência assina o projeto, mantém o relacionamento com o cliente e decide o preço final. Já falamos sobre os ganhos desse formato em como potencializar sua agência com desenvolvimento terceirizado.
Na prática, isso resolve os custos escondidos dos outros modelos:
- Sem ociosidade. A agência paga pelo que vendeu, não por capacidade parada.
- Menos retrabalho. Testes e revisão de código acontecem antes de a versão chegar à agência.
- Continuidade. Se alguém sai do time, o projeto segue com documentação e outra pessoa assume.
- Competências variadas. Do WordPress a sistemas sob medida, a agência acessa várias especialidades sem contratar cada uma.
Também há limites, e vale ser honesto sobre eles. O parceiro não está sentado ao lado do seu time, então a comunicação precisa ser organizada. O valor por projeto tende a ser maior do que o de um freelancer, porque inclui processo e garantia. E nem todo parceiro trabalha bem: escolher mal leva aos mesmos problemas do freelancer, só que com nota fiscal.
Comparativo lado a lado
| Critério | Freelancer | Desenvolvedor CLT | Parceiro técnico white label |
|---|---|---|---|
| Custo fixo mensal | Nenhum | Alto, com ou sem projeto | Nenhum |
| Ociosidade | Baixa | Alta em meses de pouca demanda | Baixa |
| Risco de continuidade | Alto, depende de uma pessoa | Médio, depende de reposição | Baixo, time e documentação |
| Revisão e testes | Raramente | Depende do processo interno | Parte do processo |
| Competências | Limitadas a uma pessoa | Limitadas a uma pessoa | Várias especialidades |
| Gestão pela agência | Alta | Alta | Baixa |
| Capacidade em picos | Limitada | Limitada | Escalável |
| Valor por projeto | Geralmente o menor | Diluído no salário | Maior que o freelancer, com processo incluso |
Como decidir para o momento da sua agência
Não existe um modelo certo para todas as agências. Existe o modelo certo para o volume, o tipo de projeto e o risco que a sua agência aceita correr hoje.
Demanda pontual e de baixo risco
Uma landing page simples de vez em quando, sem integrações e sem prazo apertado, pode ir bem com um freelancer de confiança. Só vale ter um plano B caso ele não esteja disponível.
Demanda alta, constante e sempre na mesma tecnologia
Se a agência tem projetos o mês inteiro, todos no mesmo tipo de stack, um desenvolvedor CLT pode se pagar. O cuidado é calcular o custo pelas horas realmente ocupadas com projeto, e não pela capacidade total do mês.
Demanda que oscila ou projetos variados
Esse é o cenário da maioria das agências: meses cheios seguidos de meses mais calmos, e clientes pedindo de site institucional a integração com CRM. Aqui, o parceiro técnico costuma ter o melhor custo real, porque a agência paga pelo que vende e acessa várias competências.
A agência já tem um dev, mas falta direção técnica
Os modelos também podem se combinar. Muitas agências mantêm um desenvolvedor interno para demandas do dia a dia e usam um parceiro para projetos maiores, picos de demanda ou decisões de arquitetura. Quando o que falta é orientação estratégica, o modelo de CTO as a Service pode ser o complemento ideal.
Onde entra a Dorck Coding
A Dorck Coding é o parceiro técnico invisível de agências de publicidade e marketing. A sua agência vende, assina e mantém o relacionamento com o cliente. A gente entrega o projeto nos bastidores, com processo, revisão de código e um time inteiro por trás de cada entrega.
Sem custo fixo mensal, sem depender de uma única pessoa e com acesso a competências que vão de WordPress a sistemas sob medida e integrações. Para agências que já têm desenvolvedores, também atuamos como reforço em picos de demanda ou como direção técnica.
Se a sua agência quer vender mais projetos técnicos sem aumentar o custo fixo, fale com o time da Dorck Coding e vamos montar o modelo que faz sentido para você.
